segunda-feira, 21 de março de 2011

Reflexão! Para solteiros e casados


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: - "Tenho algo importante para te dizer".
Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente
perguntou em voz baixa: - "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou: - "Você não é homem!"
Naquela noite, nós não conversamos mais, mas pude ouvi-la chorando.
Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento.
Mas, eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta.
O meu coração não mais pertencia a ela e sim,  a Jane.
Eu simplesmente não a amava mais e sentia pena dela.
Me, sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio,
deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com
quem vivi pelos últimos 10 anos, tornou-se uma estranha para mim.
Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente.
Finalmente, ela começou a chorar alto na minha frente, o que era esperado.
Eu me senti libertado enquanto ela chorava.
A minha obsessão por divórcio, nas últimas semanas, finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, cheguei em casa tarde e a encontrei sentada à mesa, escrevendo.
Não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo.
Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. 
E que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de
forma mais natural possível.
As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no mês seguinte e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs.
Então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Contei a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito
e achou a ideia totalmente absurda.
- "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa? Melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio"! - disse Jane, em tom de gozação.
O certo é que, minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico há algum tempo.
Então, quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho.
Nosso filho nos aplaudiu dizendo: - "O papai está carregando a mamãe no colo!"
Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo.
Ela fechou os olhos e disse baixinho: - "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio".
Balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão, assim que atravessamos a porta de entrada da casa.
Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,
e senti o cheiro do perfume que ela usava. Então, percebi que há muito tempo não prestava a atenção a essa mulher.
Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, pois havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho.
O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma intimidade maior com o corpo dela.
Pensei que aquela mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas a cada dia ficava mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa.
Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensava.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse.
Com um suspiro, ela disse: - "Todos os meus vestidos estão grandes para mim".
Então, percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a
facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse: - "Pai, está na hora de você carregar a mamãe".
Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa.
Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos.
Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia, agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço.
Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste.
No último dia, quando eu a segurei em meus braços,
por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.
Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
E não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia...
Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela: "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa. - "Você está com febre?"
Eu tirei sua mão da minha testa e repeti: "Desculpe, Jane. Eunão vou me divorciar.
Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que, desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão.
Sorri e escrevi:  "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão
e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto
onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Ela estava com câncer e vinha se tratando há vários meses,
mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela.
Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando a ele a imagem de nós dois juntos toda manhã.
Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Moral da história:
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento.
Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto.
Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Pense nisso e viva bem consigo mesmo.

(Autor desconhecido)

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